INFORMATIVO: INDÚSTRIAS VOLTAM À CÂMARA CONTRA REDUÇÃO DA JORNADA
Data da Postagem:
03/03/2010
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Empresários da Federação das Indústrias do Distrito Federal (FIBRA) visitam nesta quarta-feira, 3 de março as lideranças políticas da câmara dos Deputados para reivindicar que não seja colocada na pauta de votação a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que reduz a jornada de trabalho.
Um dos participantes da mobilização é o empresário do setor têxtil, Antônio Soares Filho, dono da Tesus Tecidos e Confecções, que produz dez mil uniformes por mês e emprega 30 funcionários na região administrativa do Guará. Ele estima um aumento de custos de 10% na sua empresa se for aprovada a redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais, como estabelece a PEC.
“A medida é 100% eleitoreira. Está clara a posição dos conquistadores de voto, que vêem a aprovação como uma forma de angariar novos eleitores”, enfatizou Soares Filho.
A mobilização da FIBRA da continuidade ao movimento do empresariado contra a votação da PEC em ano eleitoral. Foi com este objetivo que o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto (PTB-PE), e uma dezena de presidentes de Federações das Industrias dos Estados estiveram no último dia 23 de fevereiro com nove líderes na Câmara, incluindo o do PT, Fernando Ferro (PE), e o do governo, Candido Vaccarezza (PT-SP).
Argumentaram que a votação da PEC não está na agenda do trabalhador e sim na “agenda eleitoreira das lideranças sindicais trabalhistas”. É um bônus eleitoral. A votação da PEC é absolutamente inoportuna, até porque a indústria ainda não se recuperou da crise econômica. Foram fechados 400 mil postos de trabalho entre 2008 e 2009 e desse total apenas 130 mil foram recuperados. Num quadro como esse, como elevar ainda mais os custos?, indaga o presidente da CNI.
Fonte: FIBRA
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