INFORMATIVO: INDÚSTRIA PEDE QUE NÃO SE VOTE REDUÇÃO DE JORNADA
Data da Postagem:
08/03/2010
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Dirigentes empresariais do Distrito Federal, mobilizados pela Federação das Indústrias do Distrito Federal (FIBRA), afirmaram aos líderes dos partidos políticos da Câmara dos Deputados, serem inoportuna e prejudicial à retomada da atividade econômica a votação da proposta de Emenda Constitucional que reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais e eleva o valor da hora extra.
O presidente da FIBRA, Antônio Rocha, enfatizou que o ano eleitoral não é o momento adequado para se votar a PEC da redução da jornada de trabalho. Já o presidente do Sindicato das Indústrias da Informação do Distrito Federal, Roberto Villares, que integrou a comitiva, informou que a medida elevará 10% os custos com mão de obra nas empresas do setor.
“Hoje, a mão de obra representa 80% dos custos das empresas de informática, que seriam bastante onerados, impedindo a geração de novos postos de trabalho”, declarou Villares.
A diretora de Relações Institucionais da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), Helena Menezes, que participou da mobilização, destacou que às pressões do ano eleitoral sobre os deputados contaminarão o debate da PEC.
“Não é o momento de colocar a questão em votação, para não misturar um tema de tão grande impacto na indústria nacional com ano de eleições. A redução da jornada de trabalho é tema que precisa ser melhor discutido”, enfatizou a diretora da CNI.
Os empresários estiveram com os líderes do PSB, Rodrigo Rollemberg (DF), do PSC, Hugo Leal (RJ), e do PPS, Fernando Coruja (SC), além do presidente do PPS, Roberto Freire, e do Vice-Líder do DEM, Guilherme Campos (SP). Entregaram às lideranças manifesto em que condenam a redução da jornada por imposição legal, defendendo que seja estipulada pela livre negociação entre empresas e empregados.
Fonte: CNI
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